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WSC 2017 – O passado, o presente e o futuro do Scouting

World Scouting Congress - Painel 1

WSC 2017 – O passado, o presente e o futuro do Scouting – Painel 1

O BomFutebol esteve no World Scouting Congress que teve lugar no passado dia 27 de Novembro em Vila Nova de Gaia. Organizado pela Quest, o congresso reuniu algumas figuras importantes do meio futebolístico e do Scouting em particular. Foram debatidos temas diversificados com convidados de grande nível que souberam prender a atenção de uma sala completamente cheia.

O primeiro painel do dia teve como intervenientes Daniel Barreira, Scout do Barcelona e Nuno Félix, antigo Scout do Colónia e de outros emblemas alemães. Uma conversa moderada pelo jornalista da Rádio Renascença Pedro Azevedo, que procurava abordar o passado, o presente e o futuro da área. A vasta experiência dos dois oradores no trabalho de Scouting foi ponto de partida para a abordagem do tema. Daniel Barreira começou por referir, que apesar de todos os meios à disposição de quem observa jogos, a parte humana é essencial e diferenciadora.

O Scouter do clube catalão observou, ao vivo, cerca de 160 jogos no último ano. Os Estádios são o seu principal local de trabalho. Ao vivo o Scouter consegue ver o jogador em acção em todos os momentos do jogo. Grande parte dos jogadores apenas tem a bola, em média, pouco mais de um minuto. Todo o trabalho realizado no restante tempo, é parte essencial da análise de quem observa.

O português que trabalha para o gigante Barcelona referiu a importância do trabalho desenvolvido no processo de filtragem de informação e na necessidade de o clube ter um conhecimento do mercado externo. Os jogadores que possam interessar inserem-se numa filosofia do clube e sobre os quais é fundamental reunir o máximo de informação pertinente. É um trabalho onde é decisivo ir ao detalhe, diminuir ao máximo a margem de erro. Daniel Barreira referiu que existem jogadores sobre os quais são feitos mais de 40 relatórios.

Scouting em diferentes realidades

Nuno Félix tem trabalhado com clubes alemães nos últimos anos. Referiu a diferença de mentalidade em relação a outras culturas. Numa indústria que movimenta milhões de euros, o trabalho que desenvolvem é um seguro de investimento para os clubes. A missão de tentar evitar que sejam contratados “barretes” é difícil, mas de grande responsabilidade para o Scouter.

Com experiência em trabalhar em países do norte da Europa, Nuno Félix recordou as dificuldades e o desconforto que é ver ao vivo jogos com temperaturas negativas. O futebol muito diferente e a forma como é mais fácil abordar jovens jogadores naquela zona do globo, foram outros aspectos que foram referidos pelo experiente Scouter.

Scouting – uma área onde clubes cada vez mais investem

Os dois referiram a evolução, desde o normal olheiro que identificava jogadores nos bairros, até às estruturas grandes de Scouting que muitos clubes já possuem. O papel das redes sociais, a relação com os agentes etc, foram outras das temáticas abordadas por ambos.

Para Daniel Barreira é fundamental um rigoroso código de ética no trabalho. É importante chegar primeiro num mundo tão competitivo. Nuno Félix lembrou a necessidade de ver mais que uma vez um jogador. Quantas mais observações se fazem, mais defeitos se irão encontrar. Torna-se necessário voltar ao que chamou a atenção na primeira instância. Aspectos como a linguagem corporal, a prestação em contexto competitivo e extra competitivo, a capacidade de liderar, interagir, são alvo de especial atenção para o Scouter.

Um primeiro painel de grande qualidade, dois grandes nomes do Scouting nacional ao serviço de clubes internacionais. Uma viagem pela recente evolução de uma área cada vez mais preponderante num clube.

Scouting

O primeiro Painel do Congresso

 

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