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À procura da organização defensiva na Premier League

À procura da organização defensiva (Mudança na Premier League)

Naquele que é conhecido como o mais competitivo dos campeonatos, a Premier League, o futebol colocado em prática tem-se alterando com o decorrer dos anos.

Nos últimos anos, a Premier League é uma das ligas que mais se tem desenvolvido, quer a nível técnico quer a nível tático. Na temporada 2015/2016, o vencedor da Premier League foi o nada esperado Leicester, que aproveitou uma perca de força dos ditos colossos ingleses para conquistar o troféu. Na temporada passada, a revolução tática de Antonio Conte, com o seu 5-4-1 ou 3-4-3, como lhe queira chamar, colocou mais um título no palmarés do Chelsea e esta temporada, o futebol operado pela equipa do Manchester City orientada pelo técnico Pep Guardiola tem vindo a revolucionar ainda mais o futebol inglês.

O sistema implementado por Pep Guardiola no Manchester City tem dado resultados como é visível na quase invencibilidade dos Citizens em todas as competições, pecando apenas a derrota diante do Shakhtar Donetsk na Liga dos Campeões.

As equipas orientadas por Pep Guardiola apresentam uma diversidade infindável de cenários, sempre baseados no domínio, controlo de jogo, imposição e procura do golo. A partir dessas ideia ele molda a equipa conforme os jogadores disponíveis, o estudo do adversário, as circunstâncias do confronto…o contexto.

Mas apesar dessa diversidade, o técnico espanhol mantém as mesmas ideias de organização ofensiva, com saída a 3 e com a formação do losango na primeira fase de construção e sobretudo os jogos de posição habituais do técnico.

Manchester City em dificuldade para construir diante do Newcastle

A invencibilidade do Manchester City faz com que as equipas inglesas façam da defesa o seu melhor ataque e cada vez mais encontramos equipa à procura de uma organização defensiva eficiente. Equipas como o Burnley, o Newcastle e o Crystal Palace apresentaram um jogo maioritariamente defensivo que conseguiu causar algumas dificuldade ás ditas equipas grandes, nomeadamente o Crystal Palace foi a única equipa que não sofreu golos dos Citzens.

Momento de organização defensiva do Crystal Palace

 

O Crystal Palace recorre ás zonas de pressão para recuperar a bola

Análise tática:

Nos colossos ingleses, o Manchester United do português José Mourinho também é um exemplo de organização defensiva, que com um bloco médio-baixo, e com as zonas de pressão bastante apuradas para zonas mais ofensivas, o esquema pretende que a equipa adversária jogue pelos flancos encontrarão na zona mais avançada do terreno um bloco de compacto, muitas vezes formado por uma linha de 6, devido ao recuo dos extremos seguida de uma pressão no meio campo efectuada pelos pivôs e pelo médio defensivo.

Recuperação de bola por parte do Manchester United

Descendo na tabela classificativa encontramos a surpresa do campeonato, o Burnley com as suas metamorfoses táticas e a sua saída de jogo apoiada, baseada em poucos toques na bola, beneficiando assim de um faro apurado nas bolas paradas. Os comandados de Sean Dyche são dos melhores exemplos de bem defender, apresentando um bloco baixo, com uma grande taxa de trabalho de todos os integrantes, juntos com a condição física. A equipa que se encontra no 7º lugar da Premier League, organiza-se em 4-4-1-1 e actualmente apresenta um dos melhores rácios no que toca a menos remates concedidos à baliza se tornam em golo, para além disso apresenta o maior número de cortes e bloqueios da liga, onde Mee, Tarkowski e Cork tem uma grande responsabilidade. O bloqueio da baliza de Nick Pope acontece com o afunilar dos remates dos adversários juntamente com o apoio dos centrais a fechar.

Burnley pressiona com 2 linhas e a ajuda do médio ofensivo

A Premier League era conhecida com uma liga de alta competição bastante agressiva e com muito jogo direto, mas a verdade é que cada vez mais se torna um caso de estudo quanto à organização defensiva, o que causa jogos menos emocionantes do ponto de vista do número de golos marcados, muito por causa dos antecedentes mencionados no inicio deste artigos (Leicester City, Chelsea e Manchester City).

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