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Quem será o próximo Nakajima? – JLeague – Grandes de Amanhã

Nakajimas da J League

Quem será o próximo Nakajima?

Passadas 26 rondas, o campeão Antlers segue a aumentar avanço na frente. F Marinos de Hugo Vieira e Reysol empataram entre si, Cerezo Osaka perdeu. Frontale novamente 2.º, ex-leão Tanaka factura e Albirex Niigata quase despromovido. Com o brilho de Nakajima em Portimão, deixamos alguns outros nomes de jovens na Meiji Yasuda J1 League de elevado potencial

Shoya Nakajima a três dimensões, nas selecções nipónicas, no FC Tóquio e, agora, a brilhar no Portimonense.

Shoya Nakajima a três dimensões, nas selecções nipónicas, no FC Tóquio e, agora, a brilhar no Portimonense.

O jogador japonês tornou-se não moda, antes mais-valia em algumas ligas europeias desde o início deste século. A Bundesliga em particular tem olhos atentos a Meiji Yasuda J1 League e são bastantes os oriundos do ‘País do Sol Nascente’ a já terem experimentado os relvados alemães, recentemente a se exibirem também em ligas como a inglesa, a espanhola ou as mais recônditas do Báltico, para onde têm rumado futebolistas de menor fulgor.

Também o Portimonense se abriu ao mercado japonês e depois da boa experiência com Kanazaki, uma das referências actuais no campeão Kashima Antlers, trouxe para o Algarve Shoya Nakajima, que nos dois primeiros desafios já exibiu muitas das suas características e qualidades, criou dificuldades na Luz, num determinado contexto, e deu a vitória na recepção ao Feirense, num contexto de jogo distinto, uma das melhores partidas da temporada, até ao momento, na Liga NOS.

Estas boas aparições poderão abrir um novo mercado a outros clubes portugueses, excessivamente focados ou fechados ao mercado sul-americano, salvo algumas excepções que recuperam o filão africano, mas não existe uma observação mais global, olhando os apetecíveis – a todos os níveis – mercados asiáticos, os vários europeus e outros americanos, que poderia traduzir-se numa maior autonomia da própria gestão, com possibilidade de encaixes, de retorno acima daquilo que têm conseguido nesta limitada política de observação e contratação.

Albirex Niigata 2-4 Kashima Antlers

Um arranque avassalador da equipa da casa relançou a pouca esperança que já existe na manutenção. O experimentado Ogawa, que trocou o Sagan Tosu pelo Niigata neste defeso, dá um aporte positivo no miolo ofensivo da equipa e foi ele a magicar os dois golos brasileiros. Douglas Tanque abriu o marcador logo aos cinco minutos e Roni apontou o segundo em cima da pausa, um trio de reforços que se afirma como tal, mas continua a não conseguir dar pontos.

A palestra de Oiwa ao intervalo deve ter sido bem intensa, pois o campeão entrou de forma totalmente distinta na segunda metade e conseguiu revirar completamente o resultado.

Leandro foi a estrela visitante. Um canto na esquerda viu Nishi desviar ao primeiro poste e o brasileiro a reduzir ao segundo. Aos 49 minutos relançava-se o encontro.

Hiroki Abe entrou bem e é num envolvimento colectivo seu com Nishi e Leandro que o Antlers empata o encontro. Abe volta a estar na jogada do terceiro tento, num passe mágico de Misao para Leandro concluir o hat-trick e colocar o Antlers na frente do marcador.

Perto dos 90 minutos, uma grande penalidade dá a Mu Kanazaki a chance de somar novo tento e fechar o resultado em 2-4.

Kento Misao

Médio centro de 21 anos, Kento Misao não tem a ambição habitual do nipónico, não cavalga rumo à baliza adversária, tem toque de bola e pensa o jogo, procura o passe de primeira e sabe desmarcar bem os companheiros. Nascido em Tóquio, Misao brilhou ao serviço dos sub17 nacionais em 2013

Depois de se iniciar no Yokogawa Musashino, Misao passou brilhantemente pelos testes no Tokyo Verdy, onde completou a formação e se estreou no futebol sénior. Fez uma temporada em cheio no clube em 2015, apenas falhando o play-off de subida na J2 League por dois pontos.

O facto de estar no segundo escalão não impediu o Antlers de olhar para este jovem, mais pausado, equilibrador, de bom último passe, a saber combinar com interiores, laterais, extremos, parceiros do miolo e atacantes, rumando então a Kashima para ser campeão e ainda fez parte dos sub23 do Japão que conquistaram o título asiático da categoria, onde teve como um dos companheiros precisamente Nakajima.

Em 2016 pouco jogou na primeira equipa, ainda em fase de aprendizagem, mas em 2017 assumiu protagonismo no meio-campo do campeão e cresce em níveis de confiança a cada partida. Não é o típico japonês procurado pelo mercado europeu (mais atrás dos alas-extremos e dos laterais, velozes, de linha, desequilibradores), contudo pode afirmar-se em contexto do futebol do ‘Velho Continente’, tem toque, tem visão, tem pensamento, sabe ler o jogo.

Shimizu S-Pulse 0-3 Kawasaki Frontale

Se o título, ainda em aberto, começa a ganhar contornos de repetição face aos seis pontos de avanço do Antlers, a disputa pela qualificação para a Liga dos Campeões da AFC continua renhida e com alterações a cada ronda.

O Frontale foi vencer a Shizuoka, compensa a eliminação continental e sobe novamente à 2.ª posição isolado, tirando partido do empate de Reysol, com o qual estava empatado.

Dois golos antes da meia-hora de encontro praticamente decidiram o desfecho do desafio, jogado debaixo de forte chuva.

Uma espécie de canto curto de Kengo Nakamura permitiu Taniguchi entrar ao primeiro poste e dar vantagem aos 14 minutos.

Numa jogada muito comum no Frontale, com a bola a rodar por meia equipa, basculando da direita para a esquerda, vê Taniguchi novamente preponderante, o central descobre o lateral esquerdo Kurumaya em acção de penetração, mete no espaço e este assiste Kobayashi para o 0-2.

O melhor estava guardado para o fim. Taniguchi, um central – verdade, mas que foi médio na formação, sai a jogar pela direita, vê o experiente Morimoto, com seis ou sete épocas de Série A italiana, entrado há segundos,um minuto antes, a desmarcar-se, tem um fabuloso passe de uns 40 metros no espaço, a rasgar, e o dianteiro faz um primoroso chapéu para o 0-3.

Shogo Taniguchi

Um jogo em cheio para o médio defensivo que Oniki transformou em central. Taniguchi tem 26 anos e é um pilar do Frontale, em qualquer posição que alinhe. Já foi chamado à principal selecção nipónica e as características que revela como central poderão torná-lo definitivamente num defesa de referência, com bela capacidade de saída de bola, bom jogo aéreo, defensivo e ofensivo, excelente visão de jogo e capacidade de passe, que acabou por sobressair mais enquanto central do que como médio de contenção, mais focado em marcações, recuos, compensações e a receber muitas vezes a bola de costas para a baliza adversária, obrigado a encostar nos laterais para melhor saída de jogo.

Típica formação nipónica, Secundária de Ozu, Universidade de Tsukuba e Frontale, onde se mantém desde a saída do futebol universitário.

Já alinhou como defesa esquerdo, como central, como médio, sendo a sua resposta sempre positiva e a razão pela qual é praticamente totalista no Frontale desde 2014, alinhou aí 30 jogos da J1 League, 34 em 2015, 34 em 2016 e já leva os 26 em 2017, o que demonstra a sua fiabilidade, desportivismo e resistência física. Além de oferecer ao treinador várias opções, quer na sua colocação, quer no que pretende do jogo, pode ser um ‘kaiser’ caso tenha liberdade para sair a jogar. Denota uma qualidade rara – e pouco perceptível nas avaliações de defesas centrais – sabe sair e jogar pela direita e pela esquerda, não se notando grandes diferenças no que aporta ao jogo, percebendo-se isso por exemplo no facto de ter alinhado muitas vezes como defesa esquerdo, apesar de ser destro, e na saída que resulta no golo de Morimoto, pela direita, presente no triunfo desta ronda.

Yokohama F Marinos 1-1 Kashiwa Reysol

Hugo Vieira não foi opção de jogo para Mombaerts desta feita, vendo o empate a partir do banco de suplentes. A jornada marcada pela chuva não teve excepção em Yokohama, com a equipa da casa a marcar cedo e a controlar a partida já mirando a ultrapassagem ao rival da ronda.

Manabu Saito apontou 10 golos em 2016, contudo estreou-se somente agora a marcar, ainda que de forma brilhante. Yamanaka, a defrontar a ex-equipa, avança bem, vê a sua bola ressaltar num oponente e o capitão do F Marinos saca uma ‘banana’ perfeita a curvar por cima de Nakamura. Ainda não haviam badalado 10 minutos e já os donos do terreno estavam na frente.

Junya Ito era o futebolista a dar mais trabalho ao F Marinos, com mudanças de ritmo, dribles, combinações, a oferecer oportunidades aos companheiros, apenas para estes as desperdiçarem.

Aos 88 minutos um livre frontal permite que o brasileiro Cristiano iguale o desafio, acabando por se ajustar ao crescimento do Reysol na segunda metade.

Junya Ito

Olhando àquilo que habitualmente é ‘requisitado’ pelos clubes dos principais campeonatos que observam a Meiji Yasuda J1 League, tal como Nakajima, Junya Ito é dos futebolistas na liga nipónica já nos cadernos de notas, reais ou virtuais, de vários emblemas europeus.

Desconcertante, de drible curto, com notável aceleração em posse, capacidade de romper para o meio ou abrir, qual ‘cobra serpenteante’, tem o comum problema dos virtuosos ainda jovens, o momento de decisão, por vezes perdendo-se no excesso da sua qualidade técnica.

Ito tem bom remate, pronto, com potência para o fazer a meia distância, gosta de receber no pé e no espaço, não é o típico driblador, estereotipando, brasileiro, que tem por norma o gosto de ter a bola passada no pé e raramente a vai buscar no espaço.

Com 24 anos, Junya Ito saltou do Ventforet Kofu para o Reysol no ano passado e não espantará que no mercado invernal europeu se mude – ou tenha possibilidades para tal – para uma liga como a alemã.

Sanfrecce Hiroshima 1-0 Cerezo Osaka

A chegada do sueco Jan Jonsson trouxe mesmo mudanças no Sanfrecce, que passou de condenado a fora da zona de descida, situação conquistada com este suado triunfo sobre o promovido, mas candidato ao título, Cerezo Osaka.

O golo aconteceu já dentro da meia hora final. O reforço de Verão Patric, depois de trocar o Gamba Osaka pelo Sanfrecce, assistiu o acabado de entrar Felipe para este concretizar o único tento da partida.

Felipe, novamente em combinação com Patric, ainda atirou com estrondo à barra, mas não havia o resultado de se alterar.

O Cerezo não deixou de responder e somente Nakabayashi impediu a igualdade por mais de uma ocasião.

Kenyu Sugimoto

Sugimoto tem 24 anos e já não é novidade a sua capacidade concretizadora, todavia 2017 está a ser o seu melhor ano, sendo de sublinhar que os marcados em 2016 foram na J2 League.

Com 16 golos até ao momento na Meiji Yasuda J1 League, exibe competência para concretizar com espaço nas costas, dentro da área, de cabeça, através de ambos os pés, de grande penalidade, sob pressão, a descair para a esquerda ou para a direita, de pronto ou a partir de drible. Sugimoto é um óptimo futebolista para avaliar evolutivamente, como ele era há dois, três anos e como está neste momento.

Kenyu já alinhou pela principal selecção do Japão e é um forte candidato às vagas para o Mundial de 2018. Os golos que está a acumular na liga atiçam o interesse europeu, pois é um ponta-de-lança moderno, com envergadura, capacidade técnica e mobilidade, capaz de concretizar em praticamente todos os cenários divisados no jogo, também mostra competência na leitura da linha de fora-de-jogo, posicionando-se bem e desmarcando-se melhor nesse capítulo.

Sugimoto tem a vantagem de se apresentar ainda em evolução, continua a crescer como futebolista e mesmo a menor aptidão para trabalhar defensivamente, não as bolas paradas mas em bola corrida, é facilmente debelada e trabalhada.

Jubilo Iwata 1-1 Urawa Reds

Como quase sempre, é a partir do sublime pé esquerdo de Shunsuke Nakamura que nasce o golo do Jubilo Iwata, concretizado pelo uzbeque Musayev. O Jubilo acabou por não tirar grande partido dos tropeções acima, cedendo uma igualdade diante do eufórico Urawa reds, a celebrar o apuramento para as meias-finais da Liga dos Campeões.

Shinzo Kokori continua vital na J1 League e na Liga dos Campeões. São já mais de 20 tentos em 2017, boa parte deles a garantirem apuramentos ou pontos, como o desta jornada.

A empatia no relvado entre Aoki e Kokori compreende-se bem na colocação de bola e movimentação do dianteiro, a antecipar-se de cabeça e a igualar.

Hayao Kawabe

Um dos médios equilibradores-transição do Jubilo Iwata, Kawabe acabou de completar 22 anos, nasceu na cidade de Hiroshima e foi no Sanfrecce que se iniciou e venceu o campeonato de 2013. Em 2015 rumou ao Jubilo para ser preponderante no vice-título da J2 League a retorno do clube ao máximo escalão, onde vinca espaço e aprende agora com Nakamura.

Este ano, com Musayev, está a realizar uma boa dupla de meio-campo e ambos se sabem complementar, subindo alternadamente e exibindo não apenas desempenhos positivos nos aspectos de cobertura, mas também surgindo a concretizar, já com quatro golos na J1 League 2017.

Kawabe precipita-se ainda demasiadas vezes na ânsia de recuperar a bola, todavia é um trabalhador incansável e denota capacidade para se exibir como médio mais recuado ou como médio de transição, num plano de dois médios a par ou assimétricos, com alas mais vincados ou com interiores.

Omiya Ardija 2-2 Gamba Osaka

Em Kumagaya ainda não se desistiu da permanência e o Omiya vai acumulando pontos nesse desiderato. Na jornada 26 acaba por perder os três pontos nos descontos, algo muito comum na Meiji Yasuda J1 League.

Kato foi brilhante logo a abrir, negando o golo visitante a Ideguchi. A estrela do Gamba, contudo, haveria de marcar pouco depois, beneficiado por uma movimentação de um defesa do Omiya que engana por completo Kato. A bem-dizer é um autogolo de calcanhar de Kikuchi.

Yokotani, curiosamente um médio que passou pelo Gamba, assistiu Mateus para a igualdade pouco depois do reinício.

Em trabalho defensivo, o avançado Nagasawa acaba por introduzir a bola na própria baliza e o Omiya Ardija dava a volta ao resultado.

Já nos últimos 20 minutos a equipa da casa pensava nos importantes três pontos que estavam no papo.

Kato continuava em grande nas redes da casa. Chegam os 93, passam, aproxima-se o fecho e Nagasawa acaba por se resgatar do golo na própria baliza, apontando a igualdade numa boa finalização. Os da casa mantêm-se em zona de descida, mas a luta promete ser renhida até ao final pelos dois acompanhantes do Albirex, que está praticamente na J2.

Yosuke Ideguchi

Fazemos aqui um dois em um pois Ideguchi, apesar dos tenros 21 anos, é o ‘craque’ nipónico da próxima década, em potencial pelo menos, já com vários clubes interessados no ‘Velho Continente’ e mesmo com transferências, rumores, (d)escritas em vários media.

Foi o jovem jogador do ano em 2016, demonstra uma tenacidade defensiva incrível, um remate de longe de se lhe tirar o chapéu e parece ter ‘pilhas duracell’, para os que se recordam da publicidade “e duram e duram e duram…”.

Certo é que em Inglaterra garantem estar o Leeds United a trabalhar em força para assegurar o jovem médio para Janeiro próximo, sendo que rumores dão conta de uma cláusula na ordem dos 800 mil euros, uma pechincha por este talento.

Se Ideguchi se iniciou como médio de contenção, rapidamente demonstrou qualidades superlativas para estar tão atrás no campo e ganhou espaço box-to-box, meritório, sendo quase certo que – continuando assim – será um dos médios titulares do Japão no Mundial da Rússia.

A liberdade que ganhou no jogo, a intervir bem mais no processo ofensivo, trouxe também à baila a sua alta competência no remate de média e longa distância. Exibe essas qualidades quer sob pressão, quer a sair bem em drible até encontrar espaço para o efectuar.

Ideguchi tem pinta de craque!

Genta Miura

Preponderante na subida do Shimizu S-Pulse, o central Genta Miura chegou, viu e totalizou no Gamba Osaka, onde esteve presente nos 26 desafios de liga e faz parte das escolhas do seleccionador japonês, Halilhodzic. As boas prestações captaram a atenção e poderá estar como alternativa aos titulares no Mundial de 2018.

Miura tem 22 anos, é razoável na marcação, não tende a inventar para a sua posição, reconhece as limitações, tenta sair fácil e simples, padece dos problemas que afectam a maioria dos defesas nipónicos, fácil desposicionamento em função da bola, precipitação na abordagem ao adversário directo em posse. Não obstante isso, tem elevada margem de progressão e a trabalhar numa liga com maiores exigências e trabalho táctico pode crescer muito ainda como central.

Sagan Tosu 2-1 Ventforet Kofu

Depois de ganhar uma margem sobre a zona de descida, as várias derrotas e empates relegaram o Ventforet para os três últimos depois da jornada 26. O Sagan Tosu volta a vencer depois de dois desaires.

Uma inacreditável passividade defensiva do Sagan Tosu permitiu ao brasileiro Lins encostar para o 0-1 logo aos oito minutos.

A equipa segurou-se bem até à expulsão, por acumulação, do lateral Hashizume, curiosamente o assistente do tento de Lins, a primeira expulsão da sua carreira profissional.

Foi uma falta sobre o capitão Yoshida que lhe valeu o segundo amarelo, a Hashizume, resultando daí o empate. O livre dá canto, Fukuta bate-o, a bola salta entre cabeças até que o ‘cafetero’ Ibarbo descobre o sul-coreano Jung – Sagan Tosu alinhou uma dupla de centrais sul-coreana – para o 1-1, corriam 65 minutos de encontro.

Já no término da compensação, novamente Ibarbo a fazer a diferença, rompe pela área, chega à linha, dá atrasado e agora é o outro central da Coreia do Sul, Kim Min-Hyeok, a concretizar o 2-1, para desespero dos visitantes, que caíam para baixo da linha de água.

Kyosuke Tagawa

A presença no Mundial de sub20 confirmou Tagawa na primeira equipa do Sagan Tosu, apesar dos tenros 18 anos. Vai somando minutos e já se estreou a marcar, em Abril face ao Albirex Niigata.

Ainda é muito novo, idade de júnior (99), para uma análise concreta, todavia o potencial está lá, não é comum na liga japonesa existirem as aparições tão precoces e de forma consecutiva, a formação escolar-académica continua a ser bastante valorizada e, por isso, a afirmação tende a surgir mais tardiamente, em comparação com várias das ligas europeias.

FC Tóquio 1-0 Vegalta Sendai

Apesar da perda de Shoya Nakahima, o FC Tóquio tem de prosseguir a liga e bateu o Vegalta Sendai num duelo entre formações tranquilas, já sem hipóteses de qualificação continental, mas distantes da zona de relegação.

É outro central sul-coreano, Jang, a apontar aquele que se confirmou no final como único golo do desafio. Excelente cabeceamento ao primeiro poste, a corresponder da melhor forma à boa bola de Ota.

Este triunfo era importante, tanto mais que o FC Tóquio vinha de quatro desaires de enfiada, a sentir claramente a baixa do seu desequilibrador Nakajima.

Takuma Nishimura

O Vegalta Sendai tem um trio de jovens que merecem acompanhamento, Keiya Shiihashi, médio de 20 anos chamado à primeira equipa a meio da temporada e que vai acumulando minutos; Katsuya Nagato, um dos melhores laterais esquerdos de 2017, provavelmente seria o ‘rookie’ do ano para a posição, 22 anos, oriundo da Universidade de Hosei, que se lesionou com gravidade no tornozelo há um par de meses, com paragem prevista até final do ano; e Takuma Nishimura.

Nishumura é avançado, tem 20 anos, debutou na primeira equipa em 2016 e este ano está a receber enorme confiança por parte de Watanabe, colocando-o amiúde no relvados, para ganhar calo. Ainda denota falta de maturidade em quase todos os processos, no entanto tem a irreverência própria da idade, sabe movimentar-se, talvez funcione melhor a iniciar no flanco, com movimentos interiores, num ataque móvel a três, ou como segundo avançado, algo que está para ser definido no que toca ao seu papel e àquilo que pode dar mais à equipa e que pode trazer o melhor do seu jogo em favor do colectivo.

Vissel Kobe 2-0 Consadole Sapporo

Com Podolski na frente o Vissel decidiu cedo este desafio perante o Consadole, obtendo os dois golos antes da meia-hora, o primeiro ainda não haviam badalado cinco minutos no encontro.

É na recarga a um remate de fora da área do germano-polaco que Junya Tanaka, o avançado nipónico que poucas oportunidades dispôs no Sporting CP, abriu o marcador, tirando melhor partido da defesa do guardião visitante, que pouco mais poderia ter feito perante um remate tão forte de Podolski, apesar de se ensinar a blocar a bola para as laterais e nunca para a frente.

Os de Sapporo apenas não igualam porque o central Iwanami salva em cima da linha.

Uma saída falhada de Gu, aqui com mais responsabilidades, permite ao outro central, Watanabe, dilatar a vantagem para 2-0.

Kim, do outro lado, estava abençoado e ele, os companheiros e os ferros impediram o Consadole de marcar num 2-0 um pouco enganador.

Takuya Iwanami

O salvação do quase golo nesta jornada demonstra o quanto Iwanami se empenha nos desafios, um líder defensivo, parte do título de sub23 de 2016, duro, viril, que vai na queima e rasga quando é necessário, talvez impetuoso em excesso e será essa uma das razões para ainda não ter chegado à primeira selecção do Japão. Ao contrário de muitos companheiros, Iwanami é um produto já da formação do Vissel Kobe e ali permanece.

Sabe jogar numa defesa a três e a quatro, apesar de – como facilmente se nota – ter uma quase dependência em sair ao homem, uma fogosidade que tenderá a conter-se com a maturação competitiva.

Apesar de ser de base e de ser visto somente como central, as suas características poderiam transformá-lo num bom médio de contenção.

A Meiji Yasuda J1 League tem muito para oferecer, no espectáculo dos seus encontros, dentro e fora dos relvados, na positividade demonstrada por todos os intervenientes e, claro, na qualidade técnica dos jogadores. Muito do sucesso e/ou insucesso destes no futebol europeu relaciona-se mais com a adaptação a toda uma diferença, cultural, ambiental, desportiva até, do que uma qualquer falta de qualidade técnica ou vontade de aprendizagem, como se nota agora em Portugal com estes, ainda, curtos mas maravilhosos minutos de Shoya Nakajima ao serviços dos ‘aurinegros’ do Portimonense

 

 

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