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River Plate – Barcelona – Análise

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Jogo inédito na Final do Campeonato do Mundo de Clubes, dois Grandes do Futebol Mundial que nunca se defrontaram. Partida de vários reencontros, de um lado Saviola que defrontava o Poderoso Barcelona, equipa que defendeu nas épocas de 2001 a 2007(com empréstimos pelo meio). Do lado do Barça, Mascherano reencontrava a equipa onde nasceu para o futebol, tendo jogado ao lado do actual treinador do River, Marcelo Gallardo e de Lucho Gonzalez que inicia este jogo no banco de suplentes, assim como Saviola.

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Uma final em que o River Plate apresentava-se num 4-1-3-2 de pressão alta e sempre com mais do que um jogador a pressionar o portador da bola. A baliza ficou ao cargo de Barovero, o quarteto defensivo formado por Mercado na direita, ao centro Maidana e Eder Balanta e na esquerda Vangioni.

No meio campo jogavam Viudez mais aberto na esquerda, Carlos Sanchez, que fazia o seu último jogo ao serviço do River Plate (acertou a transferência para o Monterrey do México), na direita. Ponzio apareceu como médio centro, tendo nas suas costas, e por vezes ao seu lado, Kranevitter que como médio mais defensivo e primeiro organizador de jogo executava por diversas vezes passes longos para a velocidade dos dois avançados Mora e Alario que sempre muito móveis tentavam procurar espaços nas costas da defensiva Catalã.

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Do outro lado os Campeões Europeus, o F.C.Barcelona com a equipa mais habitual, com Claudio Bravo na baliza, Dani Alves na direita, Piqué, Mascherano como defesas centrais e Jordi Alba na esquerda.

No meio campo, Sergio Busquets como médio mais defensivo, Rakitic e Iniesta como meios centro. Na frente do ataque, Suarez mais descaído para a direita sempre com diagonais interiores trocando muitas vezes com Messi que apareceu mais ao meio como falso 9, vindo buscar muito jogo atrás, e com Neymar descaído para o flanco esquerdo, completando o 4-3-3 habitual da equipa de Luis Enrique.

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O jogo iniciou com um River Plate muito pressionante e com várias marcações individuais. Ponzio com marcação sempre em cima de Iniesta, Kranevitter muitas vezes saia da posição 6 para exercer maior pressão sobre Rakitic e Messi, quando este último aparecia mais recuado, e Alario sempre muito próximo de Busquets davam pouco espaço para o Barça construir o seu futebol, permitindo poucas linhas de passe a Piqué e Mascherano que eram os únicos a ter espaço para a construção de jogo. Mercado foi o escolhido para exercer uma marcação super apertada a Neymar mesmo quando o brasileiro procurava zonas interiores.

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O Barça poucas vezes conseguia chegar a área adversária, enquanto o River tentava chegar perto da baliza do chileno Claudio Bravo através de bolas longas para Mora e Alario, beneficiando apenas de alguns cantos e lançamentos de linha lateral mais próximos da área do Barça.

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Minuto 35, cruzamento de Dani Alves, livre de marcação, após passe de Messi, cruza para o poste esquerdo para Neymar, mais alto que Mercado, cabeceia amortecendo a bola para Messi que na zona de penalti e muito pressionado pelos centrais do River, domina a bola para o seu pé esquerdo e empurra-a marcando o primeiro golo do encontro.

O River baixa muito em termos anímicos após o golo, pressionando muito menos e dando assim muito mais espaço para a circulação de bola por parte do Barça. Guardando esforços para um maior balanceamento ofensivo mas sempre sem grande perigo para a baliza defendida por Bravo.

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Mesmo antes do intervalo, Luis Suarez, bem desmarcado por um belo passe de Messi, já só com Barovero pela frente atira ao lado. Num lance que poderia ter terminado com a partida, já que com o 2-0 tudo seria mais fácil para os Catalães.

O encontro ia assim para o intervalo com um 1-0 para o Barça.

No reinício Gallardo decide fazer duas alterações para o River. Entram Lucho Gonzalez e Martinez para os lugares de Ponzio e Mora. Lucho coloca-se na mesma posição que Ponzio ocupava mas dando maior qualidade de passe e posse de bola. Já Martinez trocava com Viudez que passava a jogar como 10 atrás de Alario e Martinez ocupava a extrema esquerda do ataque.

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River volta a entrar muito pressionante e agora com muita mais bola como era de esperar. Equipa fica muito exposta nas suas costas. E, é aproveitando isso mesmo que ao minuto 49, o barça chega ao dois a zero. River com muitas unidades no seu processo ofensivo deixando poucos jogadores para o trio ofensivo dos catalães. E num passe longo de Busquets, após recuperação da bola, para as costas dos defesas do River encontra Suarez que desta vez não falha e faz o seu 4 golo na competição confirmando-se como o melhor marcador da mesma.

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Barcelona ganha ânimo e vai gerindo a posse da bola como bem entende criando sempre algum perigo. Minuto 55 e Gallardo esgota as substituições para o River. Com a saída de Viudez e a entrada da jovem promessa Driussi para a mesma posição.

Até ao minuto 66, pouca história a não ser a entrada de Sergi Roberto para fazer Rakitic descansar.

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Chegados ao minuto 68 e Luis Suarez marca o seu segundo no jogo. Leo Messi encontra espaço a entrada da área, mesmo rodeado pelos defensores do River, vê Neymar desta vez mais livre da dura marcação de Mercado, que depois de receber a bola cruza de imediato para o cabeceamento de Suarez para o fundo das redes, acabando de vez com as esperanças do River Plate que passava apenas a procurar o seu golo de consolação.

O jogo entra numa toada de sentido único, com o Barça circulando bem a bola e criando perigo a espaços sempre com o trio M.S.N (Messi, Suarez e Neymar). Minuto 81 entra Vermaelen para a saída de Javier Mascherano.

Minuto 88 ultima substituição para o Barça. Entra Mathieu para a saída de Neymar, subindo um pouco mais no terreno Jordi Alba e colocando o francês Mathieu como lateral esquerdo.

O Arbitro Iraniano Alireza Faghani, dá 3 minutos de descontos, a um jogo já decidido, de modo a compensar as muitas substituições da segunda parte.

Passado o tempo de desconto dá-se o fim da partida consagrando o F.C.Barcelona como Campeão do Mundo de Clubes. Num jogo em que nos catalães foram bem superiores ao River Plate. Superioridade evidenciada pelo resultado, nuns claros 3-0. Terminando o Ano em beleza depois das conquistas do Campeonato Espanhol, Taça do Rei, Supertaça Europeia e (claro!) a Liga dos Campeões.

                                                                          Autor: José Luís Ribeiro

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