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SC Braga: Análise ao Istambul Basaksehir – ProScout

SC Braga: Istambul Basaksehir

SC Braga: Análise ao Istambul Basaksehir – ProScout

Esta análise à equipa do Istambul Basaksehir, próximo adversário do SC Braga para a Liga Europa teve como base o jogo entre o Istambul Basaksehir x Ludogorets referente à 1ª jornada da desta competição. Assim, iremos analisar o próximo adversário do SC Braga nos 5 momentos do jogo.

O sistema táctico utilizado é o 1-4-4-2, em que o método de jogo ofensivo é o ataque organizado e o defensivo é a defesa à zona.

Organização Ofensiva

1ª Fase de construção:

Saída curta pelos centrais e com o apoio dos 2 médios centros, sendo que um deles se poderá colocar entre os centrais e laterais em largura. Guarda-redes quando pressionado pode errar, não se sentindo muito confortável nesta situação.

2ª Fase de construção:

Grande preponderância dos dois médios centros Emre e Inler com movimentos de apoio e em progressão a realizarem a variação do centro de jogo em passe curto ou longo; laterais a dar largura pelos corredores laterais, sendo que Clichy poderá aparecer mais numa zona central libertando o corredor para Elia.

Fase de Criação:

Grande mobilidade de Mossoró (principalmente movimentos em apoio e progressão) quer no corredor central ou em trocas posicionais com o extremo direito Edin Visca; igualmente Adebayor com muitos movimentos em apoio; tentativa de combinações directas e indirectas entre Mossoró e Adebayor com extremos e com os 2 médios centros mais recuados em apoio; Elia e Visca a procurarem situações de 1×1 nas alas para efectuar cruzamentos, sendo que Visca como referido anteriormente aparecerá em zonas interiores também, permitindo a Júnior Caiçara a subida pelo corredor direito.

Fase de Finalização:

Poucos jogadores em zona de finalização (1 ou 2), mau preenchimento das zonas de finalização, bem como na definição do último passe e no ataque à bola para finalizar e vencer os duelos com os defesas; boas coberturas ofensivas no sentido de ganhar a 2ª bola.

Transição Defensiva

Reacção à perda na tentativa de efectuar pressão na zona da bola com 3 ou 4 jogadores na zona da mesma com o intuito de a recuperar o mais rápido possível; revela mais dificuldades neste momento quando o adversário consegue tirar a bola da zona de pressão através do passe longo na variação do centro de jogo (porque os extremos são lentos a recuperar) ou no ataque às costas da defesa, principalmente dos laterais; também alguma distância entre a linha defensiva e a linha média devido a alguma descoordenação entre o momento de pressão e o de recuar para controlar a profundidade; todos os elementos da linha média são algo lentos a recuperar.

Organização Defensiva

Definidas 3 linhas – duas com 4 jogadores (defesas e médios) e uma com 2 jogadores (Mossoró e Adebayor); por vezes permitem espaço entre a LM-LA e quando no meio campo ofensivo procuram efectuar pressão alta impedindo a construção curta do adversário, sendo que aqui a linha média aproxima-se mais da atacante e poderá surgir alguma distância entre a LD-LM uma vez que a LD não sobe para acompanhar a pressão.

Zona Defensiva:

Defesa à zona com dificuldade para a linha média diminuir o espaço entre esta e a linha defensiva; revelou mais dificuldades no lado esquerdo com Clichy a sair na pressão ao adversário e Elia a demorar a acompanhar o lateral adversário, criando assim situações de igualdade numérica ou inferioridade no corredor lateral, bem como o arrastamento dos centrais para fora da zona central, acaba por libertar espaço entre os defesas e LM-LD; o próprio Visca também algo lento a fechar no corredor direito e a permitir situações de igualdade numérica.

Transição Ofensiva

Neste momento geralmente a equipa procura os dois médios centros Emre e Inler, os extremos dão largura e profundidade, sendo que posteriormente os dois médios irão procurar o corredor livre ou Mossoró que surgirá em apoio para fazer a ligação para o meio campo ofensivo e posteriormente para o corredor lateral livre. Podemos dizer que a transição procura mais explorar o ataque rápido do que manter a posse e jogar em segurança.

Cantos Defensivos

Defesa à zona, sendo que poderão colocar dois jogadores para evitar o canto curto e nesta situação libertar espaço livre à entrada da área. Caso o oponente não procure o canto curto, colocam dois jogadores à entrada da área e neste caso demonstraram mais dificuldades com bolas colocadas ao 1º poste. Não revelaram grandes dificuldades no reposicionamento após o canto.

Cantos Ofensivos

Linha de 4 jogadores dentro da área e mais 2 jogadores à entrada. Geralmente é Emre que cruza de pé esquerdo tanto à direita como à esquerda, sendo que conseguiram criar situações para finalizar com bola na zona do 2º poste pelo central Alexandru.

Autoria: Luís Lalanda (ProScout)

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