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Só deu casa – AFC – Rússia 2018

O Bom Futebol do Irão dá novo passo rumo à Rússia, podendo confirmar matematicamente a presença no Mundial 2018 na próxima jornada asiática, novamente sob direcção de Carlos Queiroz. Já a China, do bilionário seleccionador Lippi (que, consta, recebe mensalmente qualquer coisa como cinco milhões de euros e ainda tem um pagamento anual como consultor especial da academia do Evergrande de 15,5 milhões de euros), disse praticamente adeus a 2018, podendo já considerar as preparações para a AFC Asian Cup 2019 e para o Mundial qatari de 2022

O Grupo A depois da jornada 7 é liderado por Irão, seguido de Coreia do Sul, Usbequistão, Síria, China e Qatar. Foto obtida no sítio oficial da Confederação Asiática de Futebol: www.the-afc.com

No Grupo B comanda o Japão, depois encontra-se a Arábia Saudita, a Austrália, os EAU, o Iraque e a Tailândia. Foto obtida no sítio oficial da Confederação Asiática de Futebol: www.the-afc.com

A jornada 7 da derradeira fase qualificativa asiática rumo ao Mundial 2018 arrancou na Austrália, em Sydney, com a recepção dos ‘Socceroos’ aos Emiratos Árabes Unidos. O médio de cobertura Jackson Irvine, correntemente ao serviço do Burton Albion do Championship inglês, abriu cedo o marcador. Canto de Troisi, excelente movimentação do segundo para o primeiro poste e cabeceamento a aproveitar a lenta reacção de Sanqour, que acaba por ser o elemento que introduz a bola na própria baliza.

Ainda não corriam cinco minutos e os de Postecoglou já ganhavam importante avanço. Os EAU revelaram-se extremamente macios e foi a Austrália a dobrar avanço, novamente em canto de Troisi e igual movimentação do segundo para o primeiro poste, em diagonal, irrompendo agora Leckie para o 2-0.

O Grupo B está completamente em aberto e os australianos, apesar de ainda sem derrotas, vão em 3.º lugar, a zona de play-off, a três pontos do duo da frente.

Aqui o encontro completo para melhor análise e visualização.

Da Austrália segue-se para o arquipélago nipónico, onde os ‘Samurais’ não deram qualquer hipótese à Tailândia. O golo inaugural, de Kagawa, exibiu todas as fragilidades defensivas do seleccionado tailandês. Um belo centro de Kubo e ainda melhor antecipação de Okazaki, que já havia assistido o primeiro, ofereceu o segundo antes dos 20 minutos de jogo.

Depois de já estar dois abaixo, a Tailândia ainda deu um ar da sua graça ofensivamente, surgindo Kawashima a brilhar.

Kubo flectiu a partir da direita e remata de forma estrondosa para o 3-0, para depois Kiyotake centrar bem para a pequena área onde voa o central Yoshida e o Japão atinge o 4-0.

Com este triunfo o Japão do bósnio Halilhodzic soma o terceiro de enfiada, mantendo-se na frente depois de arrancar esta fase com uma surpreendente derrota caseira face aos Emiratos. Todo o encontro pode ser esmiuçado aqui.

O Grupo B fechou-se, no que à ronda 7 diz respeito, com um repleto King Abdullah de Jeddah a ver a Arábia Saudita bater o Iraque por via de um golaço de Al-Shehri, mantendo-se colada ao Japão na frente, mas num desafio onde os iraquianos não mereciam sair derrotados, remataram o dobro, mostraram-se mais equipa, acabando por ser uma genialidade individual a fazer a diferença, apesar de a formação da casa ter tido maior posse de bola.

A recepção da Arábia Saudita ao Iraque em detalhe para ver aqui.

Uma atrapalhação defensiva síria deu a oportunidade à Coreia do Sul de se adiantar cedo em Seul e controlar a vantagem obtida.

Os sírios, apesar de inferiores, lutaram todo o encontro e dispuseram de oportunidades para chegarem ao empate, contudo o resultado fechou-se mesmo com o solitário tento de Hong. Stielike vê a Coreia do Sul manter uma posição de apuramento directo, contudo apenas um ponto adiante do Usbequistão.

A Síria ainda almeja o apuramento – está a quatro pontos do play-off, a cinco do 2.º lugar. A recepção à China, jogo da 8.ª jornada onde o Usbequistão se desloca ao Irão e a Coreia do Sul ao Qatar, pode relançar os sírios na qualificação, caso vençam e os usbeques sejam derrotados. Aqui está toda a partida para melhor avaliação.

Carlos Queiroz está com o Mundial praticamente garantido para o Irão, algo matematicamente assegurado em caso de triunfo diante do Usbequistão na próxima jornada.

Na recepção aos chineses, o Irão foi pragmático e dominador. O golo surgiu logo no arranque da segunda metade, ali se percebendo toda a fragilidade defensiva chinesa, incapaz de aliviar a bola de forma decisiva e a ver Taremi a apontar o golo vitorioso.

Zeng Cheng, que esteve bem, acaba também por comprometer no golo, mas impediu outros aos persas. Beiravand, quando chamado a intervir, também se mostrou com espectáculo.

A partida completa em Teerão, para melhor aquilatar daquilo que joga o Irão de Queiroz e se Lippi está a ‘merecer’ os milhões que vai auferindo, tendo em conta o que a China produz no relvado.

Em Tashkent o Usbequistão marca de novo espaço rumo a um inédito apuramento, logo no Mundial do seu antigo ‘colonizador’. O uruguaio Fossati não está a conseguir ‘espremer’ o Qatar.

Um livre muito bem ensaiado deixou Al Sheeb colado à relva e deu a Akhmedov, que recentemente trocou o FC Krasnodar pelo Shanghai SIPG de Villas Boas, a oportunidade de um remate sem mácula para o 1-0.

Se o andebol qatari tirou máximo proveito das imensas naturalizações, no futebol estes ainda não fazem a diferença colectiva, mesmo que sejam claras mais-valias ao seleccionado do Qatar.

Com duas das selecções menos conhecidas e exploradas pelo universo do scouting, ainda que haja muito capital financeiro – o que deveria valer olhos mais atentos, até para proporcionar e oferecer serviços ao desenvolvimento desse mesmo futebol em cada um dos países, o Bom Futebol oferece mais uma oportunidade de análise detalhada a cada um que gosta mesmo do ‘Belo Jogo’.

 

Autor: António Valente Cardoso

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