-- ------ Taça das Confederações - meia-final - Alemanha 4 México 1 - Bom Futebol
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Taça das Confederações – meia-final – Alemanha 4 México 1

Taça das Confederações – meia-final – Alemanha 4 México 1

Campeões do Mundo e campeões da América do Norte/Central (CONCACAF) decidiram, em Sochi, o último finalista da competição. Meia-final de estalo se esperava. Estádio engalanado, ambiente extraordinário, típico de meia-final, ávida de… Bom Futebol.

Joachim Low de um lado, Juan Carlos Osorio do outro. O alemão promovendo regresso de Goretzka ao ’11’, ele que tinha, até aí, sido um dos melhores da competição. Osorio, sem trações atrás, a apostar na criatividade dos irmãos dos Santos.

Imagem 1 – Low apostou no seu ’11’ preferido, com Goretzka e Rudy no meio a municiar, conjuntamente com Henrichs e Hector, o tridente da frente (Draxler, Stindl e Werner).

 

Imagem 2 – Osorio “pra frentex”, com muita criatividade. Tanto atrás (Alanís e Layún), como mais à frente (Herrera e os irmãos dos Santos).

 

1.ª parte de pura meia-final e de… Leon Goretzka

E a Alemanha logo mostrou ao que veio nesta meia-final. Goretzka, sem surpresa, abriu o ativo logo ao minuto 6! Ainda o jogo não tinha aquecido. Passe da direita de Henrichs e, de primeira, sem preparação, fora da área, remata rasteiro lá para dentro. Estava feito o 1-0!

E… um minuto depois (!) o segundo! Quem mais?! Leon Goretzka, a passe de Timo Werner, a não dar hipótese a Ochoa, que nada podia fazer. 2-0 para os germânicos! Início de jogo absolutamente louco a dois tons: preto e branco. As cores da mannschaft. Nem o mais otimista podia prever tal coisa. Extraordinário, simplicidade de processos e… eficácia a 100%! À boa maneira alemã. À maneira de Goretzka.

Imagem 3 – Leon Goretzka com 1 minuto de sonho! 2 pontapés, 2 golos, ‘Mannschaft’ lançadíssima para a final. Fonte: mirror.co

O México, atordoado ainda, conseguiu, ainda assim, reagir. Os aztecas tinham mais um exame à prova de… remontada. Assim fora nos jogos da fase de grupos em que em todos (!) partira em desvantagem.

Mas… era a Alemanha quase a marcar de novo, nem o minuto 20 tinha chegado. Werner, lançado por Henrichs (tal e qual como havia lançado Goretzka no primeiro golo), isola-se. O alemão avança, mas, desta feita, Ochoa levou a melhor no 1 para 1. Defensiva do México completamente aniquilada, apanhada (sempre) em contrapé. Alemães perto de… matar o jogo. Só dava mannschaft

O jogo estabilizou (assim foi a vontade dos alemães, que davam claramente entender ter o controlo absoluto das operações). Com o decorrer do tempo, contudo, os aztecas foram-se apoderando dos últimos 30 metros do adversário. Giovani, Chicharito e Herrera (através de um livre bem batido) avisaram, mas não passou disso mesmo. Os mexicanos limparam a (péssima) imagem dos primeiros 20 minutos, mas acabaram por cima no 1.º tempo. O resultado, esse, o mais importante, prosseguia tudo menos por cima. 2-0, bis de Goretza, grande primeiro tempo. A Alemanha pelo que fez nos primeiros 30 minutos, o México pelos últimos 15. Prometia a 2.ª parte…

 

2.º tempo de… mais do mesmo.

Etapa complementar por ordem cronológica:

  • 51′: Raúl Jiménez, em boa posição, dispara à figura de Ter Stegen.
  • 52′: Werner isola-se, novamente lançado pela direita, é desequilibrado mas… remata para fora.
  • 59′: Golo da Alemanha! 3-0, jogo sentenciado! Jogada coletiva de alto gabarito, iniciando na direita, passando pelo meio e acabando na esquerda, com o cruzamento curto de Hector para Werner, sem quaisquer dificuldades, encostar.
  • 75′: Jiménez, de novo, desta feita mais perto do golo. Só a trave parou as intenções dos aztecas relançarem o jogo.
  • 89′: O tento de honra para os mexicanos! Golo absolutamente fantástico, entre o meio-campo e a grande área, de Marco Fabián, que curiosamente atua num clube alemão (Eintracht Frankfurt)! O melhor golo da competição veio na meia-final.
  • 90’+1′: Novo golo da Alemanha. 4-1! Num lance parecido ao do golo anterior, desta feita é Younes, descaído da esquerda, a bater Guillermo Ochoa.
  • 90’+2′: Jiménez, inconformado, em mais um excelente golpe de cabeça, permite a defesa de Ter Stegen, bem posicionado.

O melhor jogo da meia-final não trouxe, ao contrário do de ontem, dúvidas quanto à justiça do finalista. A máquina alemã está perfeitamente oleada, definindo-se, pelo que tem feito, como a grande favorita à conquista da competição.

Terá, assim, o Chile que suar muito para conquistar o ceptro de lançamento do Mundial do próximo ano. Contudo, uma final é isso mesmo: uma final. Muito imprevisível e de… fifty-fifty. Sempre.

 

Autor: André Rodrigues

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