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Taças das Confederações – 1ª Jornada – Camarões vs Chile

Taças das Confederações – Camarões 0 x Chile 2 – 1.ª jornada

 

Na abertura do Grupo B, já no 2.º dia de competição, Camarões e Chile defrontaram-se na capital russa, com o conceituado esloveno Damir Skomina a ter como missão chefiar a equipa de arbitragem entre a melhor equipa africana (os Camarões, vencedores do CAN) e a melhor da América do Sul (a Seleção Chilena, vencedora da Copa América).

Imagem 1 – Seleção dos Camarões, orientada pelo veterano belga Hugo Broos, apresentou um 4x3x3, com Aboubakar como a unidade mais avançada da equipa.

Imagem 2 – O técnico espanhol Juan Antonio Pizzi não colocou Alexis Sánchez de início, tendo apostado num quarteto atacante constituído por Eduardo Vargas, Puch, Charles Aranguíz e Arturo Vidal no ataque à baliza camaronesa.

 

Louco início de 1.º tempo

E logo ao 2.º minuto o Chile disse o por quê de estar a representar um lado do continente que tem Seleções como o Brasil, a Argentina, o Uruguai e a Colômbia. O goleador Vargas, ainda o jogo mal iniciara, chutou ao poste com um remate forte com o pé direito. Ondoa teve também felicidade porque a bola bateu na bota e foi rechaçada para cima. Ao 4.º minuto, foi a vez de Fuenzalida, com um bonito trabalho individual, a obrigar o guardião dos leões indomáveis a aplicar-se para manter o nulo. Entrada fortíssima do Chile, bem à sul-americana, que foi acompanhada de muitos momentos aflitivos na área camaronesa. Respiravam com dificuldade os africanos…

Aos 11′, porém, num contra-ataque bem desenhado pela Seleção africana, num 3 para 3, Vincent Aboubakar preferiu resolver por ele e permitiu a defesa do guardião de la roja.

O jogo, de forma natural, amainou um pouco (atendendo ao ritmo elevadíssimo a que se apresentou nesses primeiros 10/11 minutos) e só no primeiro e único minuto de compensação aconteceu algo verdadeiramente significativo e que… quase mexeu com o placard. Arturo Vidal lança Eduardo Vargas, que, praticamente em linha com a defensiva camaronesa, isola-se e marca com grande classe. Tal como no jogo anterior, entre a Seleção Portuguesa e a Seleção Mexicana, o videoárbitro interviu e… o resultado não mexeu. Tudo igual, por isso, no final do 1.º tempo.

 

2.ª parte com Chile a continuar com bola, embora nervoso

A etapa complementar iniciou, ao contrário do que sucedeu na 1.ª, pouco impetuosa, sem quaisquer oportunidades de golo. A primeira digna de registo aconteceu somente na metade do 2.º tempo, concretamente aos 67 minutos de jogo. Vincent Aboubakar driblou Gonzalo Jara perto da grande área e o defensor chileno derrubou o jogador ainda ligado contratualmente ao FC Porto. Na marcação, Moukandjo, num livre à Simão, rematou ligeiramente por cima. Suspirou a Seleção da sudamerica, que estava numa fase nervosa, com mais coração do que cabeça para almejar o golo. Dez minutos antes, já Pizzi tinha mexido na tentativa de procurar esse golo, colocando uma das estrelas da companhia Alexis Sánchez por Edson Puch.

Mas aos 81′ Pizzi recolheu os frutos da aposta em Alexis e o marcador finalmente mexeu! Em jogada de insistência, o atacante que pertence aos quadros do Arsenal cruzou com conta, peso e medida para o coração da área, onde a outra estrela do conjunto Arturo Vidal, de cabeça, bateu, sem complacências, o guardião sevilhista Ondoa. Estava aberto o ativo.

Até final, a turma chilena ainda fez o 2.º. Eduardo Vargas fez o 2.º e último da partida, na ressaca de um remate de Alexis à boca da baliza, bem intercetado por um defensor africano.

2-0 para o Chile nesta 1.ª ronda do Grupo B da Taça das Confederações 2017, com o staff a festejar efusivamente o resultado que deixa o vencedor da Copa América do pretérito ano a um passo da semifinal da competição. Resultado justo, castigando inoperância dos Camarões no ataque. Uma equipa que procurou sempre o pontinho e que apostou sempre no contragolpe, ainda que sem grande clarividência e sem efusividade. A Seleção Camaronesa terá de trabalhar muito nos próximos 180 minutos se quer almejar a meia-final da competição.

 

Autor: André Rodrigues

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