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Um miolo de qualidade para Ricardo Soares cozinhar

Um miolo de qualidade para Ricardo Soares cozinhar

Fonte: Polvilho de Machado

O regresso do Desportivo das Aves à Liga NOS, agora com investidor brasileiro, fez-se com uma revolução de plantel, uma nova equipa técnica e um amplo investimento com vista a uma temporada tranquila. São mais de 20 caras novas, onde se incluem Fariña e Machado, os mais recentes reforços. Muita e boa matéria-prima para Ricardo Soares ‘cozinhar’.

De entre os múltiplos reforços realce para as duas últimas entradas, dois futebolistas para o miolo, para Ricardo Soares moldar, cozinhar no sentido de ter uma equipa forte a cada encontro.

Luís Fariña

Luís Fariña é internacional jovem argentino e foi recrutado pelo Benfica ao Racing Avellaneda em 2013 por uma verba a rondar os 2,5 milhões de euros, numa mudança muito bizarra, com cedência imediata a uma formação dos EAU, nunca se compreendendo a razão da contratação do criativo, seguiram-se empréstimos a Deportivo Corunha, Rayo Vallecano, ambos de Espanha, ao histórico chileno Universidad Chile e aos gregos do Asteras Tripolis, tendo sido na Galiza e na Grécia que realizou as temporadas mais plenas durante o vínculo com os encarnados.

Libertado do peso da relação com o tetracampeão nacional, Fariña é convencido pelos avenses e fará, finalmente, a estreia na liga portuguesa, assinando por três épocas com o promovido localizado no concelho de Santo Tirso.

A qualidade inata de Fariña reconhece-se há anos, não foi chamado às equipas jovens argentinas por acaso, contudo as temporadas europeias (para não falar da bizarra ida até ao Bani Yas) não o ajudaram a adquirir uma confiança consistente e condizente, mas a temporada na física e dura liga grega pode ter sido o clique necessário para o criativo, de 26 anos, finalmente se confirmar. Cabe a Ricardo Soares e sua equipa técnica tirarem o melhor do argentino em favor do Aves.

Luís Fariña. Fonte: sítio oficial do Desportivo das Aves

Paulo Machado

Depois de ter chegado Gonçalo Santos na abertura do período de transferências, o médio defensivo com habilidade para alinhar igualmente no centro da defesa, que primeiro se mostrou na Académica Coimbra e já havia estado no clube na condição de cedido pela ‘Briosa’ (10/11), brilhou na Liga NOS pelo Estoril-Praia e rumou ao Dínamo Zagreb, abandonando este ano o histórico croata para retornar a Portugal, também é confirmado sobre o fecho do período de transferências Paulo Machado, seu companheiro algumas temporadas na capital da Croácia e onde festejaram juntos duas ligas e uma taça.

Com 31 anos, Machado conta com seis internacionalizações pela ‘AA’ de Portugal, depois de ter passado por todas as categorias jovens, quando representava o FC Porto. Paulo Machado tem passagens pela liga gaulesa, foi campeão grego no Olympiacos e esteve no Dínamo Zagreb entre 2014 e 2017, retornando a Portugal nove anos após ter deixado o país, ainda por cedência, para alinhar pelo histórico Saint-Étienne.

O reforço Paulo Machado. Fonte: sítio oficial do Desportivo das Aves

Ricardo Soares poderá ter Paulo Machado para os equilíbrios ou as transições, permite-lhe, caso entenda, ‘cozinhar’ um meio-campo a três, a quatro, com dois pivôs defensivos a par ou um em contenção e outro a sair mais em posse e passe, a cinco, pode divisar um par equilibrador e um trio a desequilibrar nas costas de um avançado.

Os reforços oferecem-lhe muita versatilidade e uma panóplia de soluções que claramente deixam o Aves com ambições de fazer estragos na concorrência. Vítor Gomes, Paulo Machado, Gonçalo Santos, Washington, Braga, Gauld, Fariña, Pedró, constituem um dos mais diversificados miolos da liga portuguesa, versão 17/18.

Ricardo Soares

Aos 42 anos, o felgueirense Ricardo Soares, antigo avançado que chegou a alinhar na Segunda Liga com o ‘clube da terra’, chegou finalmente ao mais alto patamar do banco, a Liga NOS, na oportunidade – que agarrou com ‘unhas e dentes’ – flaviense, conseguindo a sempre difícil sucessão a um trabalho que estava a ser muito bem-sucedido de Jorge Simão, até melhorando a performance.

Ricardo Soares já soma mais de uma década de banco, apesar de os olhos mediáticos portugueses apenas apreciarem um treinador – e jogador – pelo trajecto de ‘primeira água’. Depois de ‘pendurar as chuteiras’, Ricardo Soares iniciou-se a treinar o Caçadores Taipas, passou depois pelo Lixa e foi o homem que guindou o ‘refundado’ Felgueiras, primeiro como Académica, de seguida como Felgueiras 1932, pelos escalões distritais da AF Porto acima, de volta aos Nacionais e à III Divisão. Em 14/15 assume o Vizela, que promove do Campeonato de Portugal Prio à Ledman LigaPro e o bom desempenho das suas equipas vale a chamada para Chaves, onde confirma a qualidade.

Não está a ser um arranque fácil no Desportivo das Aves, contudo o plantel tem qualidade para uma subida classificativa gradual e o futebol apresentado logo a abrir foi de nota bem positiva.

Em jeito de nota de rodapé, uma chamada de atenção à gestão do sítio do clube, onde continua a faltar muita informação e a tabela classificativa que ‘abre’ a página na lateral é da época passada. Um clube profissional não pode ter estas ‘desatenções’, chamemos-lhes assim.

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