-- ------ Um novo mercado de transferências em perspetiva?
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Um novo mercado de transferências em perspetiva?

Um novo mercado de transferências em perspetiva?

Um novo mercado de transferências em perspetiva?

Na semana passada, a Premier League votou a favor do encerramento do mercado de verão no final de julho, ao invés de agosto. Outras ligas parecem querer seguir o mesmo caminho. Estará um novo mercado de transferências em perspetiva?

Todos os anos os lamentos são iguais. A competição começa nos principais campeonatos europeus, em pleno mês de agosto, e o assédio a vários jogadores faz com que estes tenham a cabeça noutro lado. Os treinadores não sabem quem vão ter ao longo da época, que nalguns casos podem ser jogadores bem distintos do que começou a treinar após o regresso das férias. E a terrível tendência de deixar tudo para os últimos dias do mercado agudiza ainda mais esta incerteza.

Em mercados periféricos, com menor poder de compra, como o português, essa ansiedade ou depressão dos técnicos é ainda maior, pois muitos perdem alguns dos seus maiores trunfos com a época em andamento e por vezes nem sequer têm possiblidade de suprir essas perdas, prejudicando o que estava planeado.

A decisão da Premier League em antecipar o fecho do mercado para Julho poderá, segundo as primeiras reações, propagar-se às restantes ligas de topo na Europa. Ganharia Portugal em seguir-lhes as pisadas? Na minha opinião sim, mas apenas, e é um grande MAS, se ligas como a russa e turca seguirem o mesmo caminho. Caso contrário, haverá ainda vulnerabilidade a mercados muito fortes financeiramente. Isso já acontece atualmente, dado que ambos fecham depois do português e dos principais europeus, porém os jogadores já não podem ser inscritos em competições da UEFA. Ora nesta nova realidade, estes países poderiam comprar apenas durante o mês de agosto e ainda assim inscrever os jogadores na UEFA.

Obrigatoriedades da UEFA

Deveria ser a própria UEFA a determinar a data e a homologá-la para todos os países quer pertencem a esta confederação. Sendo que o seu presidente já falou nessa hipótese. Esta realidade, a efetivar-se já na próxima temporada, trará, pela primeira vez, maior tranquilidade a todas as equipas e treinadores. No momento do arranque das competições, todas as equipas estarão fechadas, pelo que o conceito de justiça da competição ganha muito com esta alteração.

Claro que haverá sempre quem seja contra, e os argumentos nesse sentido também são claros, como lesões que surjam no arranque da competição que já não poderão ser colmatadas. A perceção mais definida do que são as lacunas de cada equipa com a competição em andamento. Obviamente é mais difícil um treinador conseguir ser exacto na sua análise sobre alguma lacuna que a sua equipa tenha só com jogos de pré-época. Porém, esse facto valoriza ainda mais o papel do técnico e a valorização da sua competência. Os melhores conseguirão certamente fazer plantéis mais vastos e competitivos, enquanto os menos competentes serão surpreendidos durante a competição com pechas que apenas vislumbraram após o fecho do mercado.

Confirmando-se esta realidade, sem dúvida que a partir de 2018/2019, o futebol europeu viverá uma nova era em termos competitivos.

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