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Um olhar sobre o Mundial: Os favoritos, os outsiders e as surpresas

Um olhar sobre o Mundial: Os favoritos, os outsiders e as surpresas

Um olhar sobre o Mundial: Os favoritos, os outsiders e as surpresas

O Mundial Rússia 2018 está prestes a começar. Analisamos os que parecem estar mais próximos da vitória. Os que estão logo atrás à espreita. E os que podem ser as surpresas do Campeonato do Mundo.

Os favoritos

À cabeça, o Brasil. A canarinha faz-me lembrar a equipa do Mundial de 1994 nos EUA. Todas as fichas caíam para a vitória dos brasileiros e assim foi. Com 16 anos de jejum, desde a vitória no Mundial da Coreia/Japão, a entrada do técnico Tite parece ter alinhado as estrelas do firmamento brasileiro.

O talento é incontestável. Neymar deu indicações nos particulares que está recuperado da lesão que o afastou dos últimos meses da temporada e apesar do ritmo baixo que poderá ter, simultaneamente pode apresentar menos desgaste que outras estrelas, como Ronaldo e Messi, os seus rivais habituais na corrida à Bola de Ouro.

Mas nem só de Neymar vive o Brasil, há Coutinho, William, Firmino, Gabriel Jesus, Marcelo e tantos outros. E até na baliza, um habitual calcanhar de Aquiles dos brasileiros, há dois guardiões de top mundial, Alisson e Ederson. A escolha é muita e a qualidade de jogo é impressionante. E ao contrário do habitual não é só o fogo ofensivo. A formação orientada por Tite é muito segura defensivamente e equilibrada. Se me pedissem para colocar as fichas todas numa equipa sem dúvida que seria neste Brasil.

A canarinha é a mais forte candidata ao título na Rússia.

A canarinha é a mais forte candidata ao título na Rússia.

Pouco atrás nas casas de apostas surge a Alemanha. Campeã em título, os alemães são sempre favoritos. Os germânicos têm sabido renovar-se e aliam muita experiência a jovens talentos.

A nomes como Neuer, Boateng, Hummels, Ozil, Muller, Gomez, Reus e Khedira, juntam-se Kimmich, Draxler, Werner, Goretzka, entre outros. Até deu para deixar Sané de fora. A formação de Joachim Low é sem sombra de dúvidas a grande sombra ao Brasil e a sua habitual consistência coletiva, aliada a muita qualidade individual fazem dos germânicos os grandes favoritos com a canarinha. E que interessante seria ver novo confronto depois da humilhação imposta pelos campeões do mundo no último Mundial com a goleada por 7-1 sobre o Brasil na sua própria casa.

Por fim, no top-3 de favoritos, lugar para a França. Os bleus têm um elenco que dá para fazer duas equipas praticamente da mesma qualidade. Deschamps tem como tarefa mais díficil conseguir fazer um onze e deixar outro de fora. Não é fácil quando olhamos para os 23 gauleses. Griezmann é a estrela maior, mas há Mbappé, Pogba, Matuidi, entre tantos outros. Depois da frustração de perder o último Europeu em casa, os franceses podem ter aqui uma oportunidade de ouro de se redimir com mais uma geração de ouro.

 

Os Outsiders

Aqui poderiam caber muitas equipas. Escolhi três mas poderiam estar aqui equipas como a Colômbia, Uruguai, Argentina, Croácia, México ou Inglaterra.

A escolha recaiu em Portugal, Espanha e Bélgica. A equipa das Quinas porque é a campeã europeia, tem Ronaldo, e parece estar ainda mais forte que no Europeu de França, com novos talentos que começam a despontar no futebol europeu, como Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, André Silva ou Bruno Fernandes.

É certo que o título europeu apareceu em circunstâncias muito especiais, com empates na maioria dos jogos, mas quem tem Ronaldo e tantos outros talentos, pode sempre sonhar com o título inédito. A par da equipa lusa, os nuestros hermanos, rivais no grupo, são outro dos possíveis outsiders (chamar-lhes outsiders é quase um eufemismo mas não considero que estejam ao nível dos três favoritos acima mencionados).

A equipa do nosso bem conhecido Lopetegui, agora também treinador do Real Madrid, parece ter recuperado um pouco o estilo do Tiki-Taka que levou os espanhóis a dois títulos europeus e um Mundial. É certo que os trunfos são outros e o nível não é exatamente igual, mas continuam Iniesta, Silva, Busquets, Ramos, Alba ou Pique de entre alguns dos que arrecadaram esses triunfos históricos.

Ronaldo em busca do único título que lhe falta

Ronaldo em busca do único título que lhe falta

A Bélgica é o terceiro outsider. A geração de ouro dos Diabos Vermelhos ainda não conseguiu chegar a um grande título ou sequer lutar por ele. Falhou no Mundial de 2014 e no Euro 2016 foi afastada pela surpresa País de Gales nos quartos, quando tudo parecia certo que os belgas atingiriam as meias.

O ataque é temível, com Hazard, Mertens e Lukaku. O meio-campo não fica atrás, com Dembelé, Witsel e De Bruyne, mas com muitos nomes de relevo no banco, como Chadli, Tielemans ou Fellaini. E na defesa há Courtois entre os postes, Alderweireld, Vertonghen ou Kompany, com Meunier e Carrasco nas alas. Uma verdadeira constelação de estrelas que pode atingir o céu no firmamento russo.

 

As surpresas

Falar em surpresas não pressupõe um campeão inesperado, pois isso parece mesmo um desiderato utópico. Mas nos Mundiais há sempre espaço para as seleções que deixam meio planeta de boca aberta pela prestação inesperada que muitas vezes conduz essas equipas a fases muito avançadas da competição.

Aposto em duas africanas e uma europeia. Egito e Senegal podem surpreender neste Mundial. No caso dos egípcios tudo dependerá da prestação de Salah. O jogador que encantou o mundo do futebol em 2017/2018 pode fechar com chave de ouro uma temporada inesquecível. A sua qualidade pode levar às costas uma equipa que não tem grandes nomes mas que é desde sempre uma seleção com um toque de magia.

Já o Senegal apresenta um paradigma diferente do futebol africano. Vive do físico, da velocidade e do repentismo. Desconhecida para muita gente, esta equipa reúne jogadores de campeonatos de relevo, em especial a Premier League, e apresenta um ataque de impor respeito, com Mané do Liverpool e Keita do Mónaco como grandes referências. Num grupo H sem tubarões e com muito equilíbrio, o Senegal poderá surpreender na Rússia.

Mané é a estrela maior do Senegal

Mané é a estrela maior do Senegal

Por fim, a seleção da Sérvia. Pode ser uma surpresa tal o naipe de talentos que reúne. Há três anos foi campeã do mundo sub-20 e dessa geração vários jogadores marcarão presença na Rússia. Milinkovic-Savic é o nome mais forte desta equipa, mas há muitos outros que têm deixado a sua marca na Europa do futebol, como Matic ou Kolarov, ou jovens talentos como o benfiquista Zivkovic, Mitrovic ou outro benfiquista Jovic, que brilhou este ano em Frankfurt por empréstimo dos encarnados. Os sérvios têm muito talento mas costumam ser titubeantes nas fases finais. Quem sabe esta geração possa pôr fim a essa tendência. O grupo não é fácil, com o Brasil à cabeça, mas Costa Rica e Suíça poderão ser obstáculos ultrapassáveis para a formação dos Balcãs.

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