-- ------ Um Santa Clara de Primeira
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Um Santa Clara de Primeira

Um Santa Clara de Primeira

Depois de uma longa e dura batalha na Segunda Liga, o CD Santa Clara iniciou agora o seu trajeto na Liga NOS. Por muitos apontado como o favorito a uma hipotética descida de divisão, vai surpreendendo e demonstrando que nos Açores há futebol de primeira, adeptos de primeira e um terreno muito difícil de ultrapassar

 

1. Uma desconfiança que vai esmorecendo

Antes do início do campeonato, eram muitos os que condenavam este novo Santa Clara, recém-promovido ao principal escalão do futebol português. Depois de cinco jogos (quatro na Liga NOS) e sem nada conquistado, a opinião pública já começa a dar alguma atenção (merecida) a este Santa Clara de João Henriques. Depois de uma super exibição no “Caldeirão” dos Barreiros, terreno onde ano após ano os grandes costumam ter dificuldades, os açorianos já davam mostras daquilo que podia ser o futuro.

Esta “desconfiança” confirmou-se perante o candidato SC Braga, nos Açores. Quando já ninguém esperava, e depois de uma primeira parte desastrosa, o CD Santa Clara conseguiu uma retumbante igualdade a três golos contra os comandados de Abel Ferreira, numa segunda parte de luxo e onde ninguém ficaria espantado se os três pontos ficassem retidos nos Açores. Seguiu-se um empate frente ao Portimonense, fora de casa, naquele que foi o pior jogo da temporada. A resposta seguia-se frente ao Boavista de Jorge Simão, clube que tinha causado algumas dificuldades ao SL Benfica em jornadas anteriores. E a resposta não podia ter sido mais significativa. Triunfo por 4-2 em noventa e poucos minutos onde os comandados de João Henriques foram sempre superiores aos axadrezados, aproveitando bem as oportunidades criadas.

Imagem 1- Osama Rashid tem sido um dos homens em maior destaque neste bom arranque de campeonato do CD Santa Clara. Fonte: cdsantaclara

 

2. Travão, porém, na euforia

A verdade é que é demasiado cedo para podermos fazer juízos de valor e alavancar com expressões perentórias, mas há que reconhecer que este Santa Clara não é nada daquilo que se estava à espera. Pela positiva, claro está. É uma equipa que procura sempre construir jogo desde trás, sem pontapé para a frente, privilegiando a circulação de bola .

Não abdica de uma identidade bem definida que visa sempre o futebol positivo. O facto de o clube açoriano ser o quarto melhor ataque da prova até ao momento, não só demonstra a capacidade finalizadora da equipa mas também de criar desequilíbrio. Cria constantemente perigo junto à defesa adversária, isto depois de injustas críticas ao homem que colocou o Paços de Ferreira a praticar o melhor futebol durante toda a temporada, mesmo com uma herança pesada e difícil de sustentar.

Que ninguém espere feitos heroicos deste Santa Clara ao longo da temporada. Há que encarar a época dos recém-promovidos de forma sensata, mas o que é certo é que este Santa Clara será um osso duro de roer durante a época. Principalmente em casa, onde a equipa ainda não perdeu em 2018. Os açorianos prometem lutar até final pela manutenção na Liga NOS e, mais do que isso, serem uma valente “dor de cabeça” para os adversários.

Até lá, há que reconhecer que este Santa Clara não deve nada às restantes equipas do seu “campeonato”.

 

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