-- ------ Vitória SC: Análise ao Marselha - ProScout - Bom Futebol
Bom Futebol

Vitória SC: Análise ao Marselha – ProScout

Marselha

Vitória SC: Análise ao Marselha – ProScout

O Marselha terminou a Ligue 1 da época passada no 5º lugar com 62 pontos. A equipa orientada pelo francês Rudi Garcia é o próximo adversário do Vitória SC na Liga Europa.

O conjunto francês ocupa actualmente o 4º lugar com 17 pontos, menos 8 que o líder PSG. Com 18 golos marcados e 15 sofridos, a equipa de Marselha demonstra ser uma equipa instável defensivamente. Na Liga Europa, dois resultados bem distintos. Na primeira jornada, uma vitória pela margem mínima ao Konyaspor, 1-0. Na segunda ronda, o RB Salzburgo venceu em casa o Marselha também por 1-0.

O Marselha opta preferencialmente pelo 1-4-2-3-1 com a linha defensiva a participar na fase de construção. Nas competições europeias, Pelé tem sido escolhido em detrimento do capitão Mandanda. O quarteto defensivo poderá ser composto por Evra, Rami, Rolando e Sarr, com Amavi e Sakal a espreitarem uma oportunidade nos corredores esquerdo e direito, respectivamente. No centro, dois médios de cariz mais defensivo, Kamara com apenas 17 anos, e o conhecido Luiz Gustavo.

No tridente de médios ofensivos as opções são variadas e de grande qualidade. Payet pode aparecer no meio ou na esquerda, assim como Sanson. López mais no apoio ao avançado e Thauvin na direita. Na frente de ataque Germain tem sido a opção mais escolhida, face à lesão inicial de Mitroglou. Contudo, o grego fez os primeiros 90 minutos no campeonato no passado fim-de-semana e marcou um golo.

Organização Ofensiva (1)

Na primeira fase de construção, o Marselha sai a jogar curto através do seu guarda-redes ou por intermédio dos dois centrais.

Numa fase mais adiantada, a equipa procura explorar a profundidade e largura dos dois laterais para os chamar a jogo. Os dois centrais e Luiz Gustavo quando assume a função de organizar a manobra ofensiva a partir de trás, jogam através dos corredores. Quando a bola começa a entrar no meio campo adversário, os dois laterais ou os outros elementos do sector defensivo e intermédio esticam o jogo para a linha ofensiva.

Um dos meios utilizados é o jogo directo para Germain ou Mitroglou. O avançado francês oferece maior mobilidade e capacidade de desmarcação, contrariamente ao grego que apresentar uma capacidade superior a nível físico e de conseguir guardar a bola, esperando depois pela subida dos seus companheiros de ataque.

Organização Ofensiva (2)

O Marselha denota falta de paciência na circulação da posse de bola, procurando colocar o esférico no meio campo adversário sempre que existe espaço e tempo para o fazer. A qualidade individual dos médios ofensivos e a capacidade dos laterais subirem e apoiarem fazem com que a equipa explore um estilo de jogo mais rápido, fluído e directo.

Partem do ataque posicional como situação base para depois no meio campo adversário, privilegiarem a velocidade e as iniciativas individuais dos extremos e do médio mais ofensivo que joga no apoio ao avançado. Uma das características mais interessantes e difíceis de conter é a mobilidade do quarteto ofensivo se contarmos com Germain na frente ou do trio de médios ofensivos se a opção for Mitroglou como referência ofensiva.

O posicionamento de Payet é determinante para a manobra ofensiva da equipa. Pode partir da faixa esquerda e explorar o corredor central ou vice-versa. Com López e Thauvin nos outros corredores, torna-se imprevisível qual dos jogadores é que vai assumir um papel de maior destaque. Pela capacidade técnica e velocidade dos três executantes, o Marselha consegue ser uma equipa que desequilibra através dos seus médios. Partem no 1×1 ou 2×1 com as subidas dos laterais ou apoios dos outros médios ofensivos para criarem situações de finalização, por dentro ou por fora. Uma situação complicada de desmontar e de precaver durante os 90 minutos.

A constante permuta dos homens da frente e a exploração do espaço entre linhas constituem um dos pontos fortes desta equipa comandada por Rudi Garcia.

Transição Ofensiva

 

 

Uma equipa irreverente e perigosa neste momento de jogo devido à capacidade técnica e velocidade dos seus médios ofensivos. Quando têm espaço procuram sempre aumentar o ritmo de jogo e partir em situações individuais, arrastando a marcação e abrindo espaço para outros colegas aparecerem em zonas de finalização.

Organização Defensiva

O Marselha é uma equipa segura, consistente a confiante no processo de organização defensiva. Formam duas linhas compactas de quatro jogadores e um linha de dois jogadores, com o médio ofensivo a aproximar-se do avançado para pressionar a linha defensiva contrária. Germain e Mitroglou não são jogadores de pressão alta e constante pelo que é possível ver algum espaço na primeira fase de construção do adversário.

A primeira linha de oposição é feita pelos médios ofensivos que procuram levar a equipa contrária a construir pelos corredores. Este condicionamento faz com que os laterais sejam proactivos na conquista do espaço, vencendo a posse de bola no seu raio de acção. Os extremos costumam acompanhar os movimentos dos laterais contrários e ajudar a equipa no processo de organização defensiva que conta ainda com uma forte ajuda por parte dos médios defensivos, Kamara e Luiz Gustavo.

Apesar da ausência de pressão por parte dos avançados, os médios ofensivos determinam o timing de pressão colectiva e subida da linha defensiva. Sanson e Thauvin reagem rapidamente aos estímulos da pressão, isto quando os laterais contrários começam a subir e a entrar no meio campo defensivo.

A aparente complacência a nível de pressão é compensada com a organização e experiência da linha defensiva e a excelente capacidade de posicionamento e antecipação de Kamara e Luiz Gustavo. Os dois pivots defensivos não concedem espaços entre linhas que o adversário possa explorar e recuperam muitas vezes a posse de bola em momentos decisivos. Excepção feita para situações em que o adversário consegue romper na grande área, com espaço à entrada para tentarem o remate.

 

 

 

 

Transição Defensiva

Quando a equipa tem bola, os extremos projectam logo nos seus respectivos corredores o que muitas vezes acontece com que o Marselha seja apanhado em contrapé caso a equipa adversária consiga recuperar a bola na primeira fase de construção do conjunto francês.

Com os extremos fora da jogada, os laterais encontram-se em situações de inferioridade numérica que não conseguem vencer.

Bolas paradas ofensivas

Nos lances de bola parada ofensivos, o Marselha coloca seis homens na grande área. Nos cantos, os dois centrais e a referência ofensiva atacam o primeiro poste, com os três médios na marca de penalty e dois jogadores fora da área. Zona do primeiro poste como referência.

Nos livres laterais, uma estratégia diferente com quatro homens a atacarem a zona do segundo poste. Os dois centrais e o ponta de lança procuram este espaço. Thauvin, López e Payet são os responsáveis pelos lances de bola parada ofensivos.

 

 

Bolas paradas defensivas

Marcação mista mas preferencialmente HxH, revelando por vezes algumas falhas de coordenação e organização, nomeadamente na definição de responsabilidades na zona do segundo poste. Um momento frágil que o Vitória SC pode explorar devidamente.

Nos livres laterais colocam muitos jogadores na área mas não preenchem a zona do segundo poste, permitindo ao adversário cabecear sem grande oposição e em superioridade numérica.

Nos cantos defensivos, defendem com 7 homens, dois com uma postura mais zonal e os restantes na marcação individual mas novamente com espaço nas costas da defesa com o segundo poste completamente descoberto.

 

Autoria: Francisco Gomes da Silva (ProScout)

Deixe o seu comentário

bomfutebol