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Vitória Sport Clube: Análise ao Konyaspor – ProScout

Konyaspor, adversário do Vitória SC na Liga Europa

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O Konyaspor, vencedor da Taça Turca na época passada, será o segundo adversário do Vitória SC na presente edição da Liga Europa.

Em 2016/2017, a equipa turca terminou em 9º lugar na liga. Este ano o arranque de época foi positivo com a conquista da Supertaça frente ao Besiktas mas no campeonato somam 2 vitórias em 6 jogos, ocupando o 14º lugar com 7 golos marcados e 8 sofridos. Na primeira jornada da Liga Europa perderam em casa do Marselha por 1-0.

A equipa parte de um 1-4-2-3-1 com a linha defensiva a participar na fase de construção. O gurda-redes Kirintili, procura mais um jogo directo, mas os defesas centrais, Moke e Turan gostam de sair a jogar a partir de trás. Os laterais, Skubic na direita e provavelmente Albayrak na esquerda face à lesão de Oztorun, devem ser as opções nos corredores. No meio-campo, a dupla poderá ser composta por Bourabia e Jonsson. Numa linha mais adiantada, Sahiner na direita, Fofana na esquerda e Araz no apoio ao ponta de lança, Milosevic.

Sahiner é o jogador a ter em conta deste conjunto turco. O extremo direito de 25 anos é um jogador irreverente, evoluído tecnicamente e com boa capacidade de remate.

Organização Ofensiva

Numa primeira fase, o guarda-redes Kirintili procura esticar o jogo de forma rápido para os corredores laterais ou para a referência ofensiva. Nem sempre o faz com critério e tem alguma dificuldade na colocação da bola.

Os centrais sentem-se confortáveis a sair a jogar, assim como os dois laterais que são muito propensos a subidas pelos seus respectivos corredores. No meio-campo, Bourabia e Jonsson têm capacidade para segurar a posse de bola e organizarem a manobra ofensiva da equipa. Dois dos responsáveis por definirem o ritmo e o sentido de jogo. Procuram muito jogar através dos corredores com passes para os extremos que são devidamente apoiados pelas subidas dos laterais.

Na fase de construção, o Konyaspor opta preferencialmente pelo ataque posicional mas consegue alterar também para um jogo mais directo à procura da sua referência ofensiva, quer seja pelo ar ou com passes em ruptura. Falta algum critério e qualidade de passe quando a equipa tem a bola no meio-campo adversário. Exploram muito os extremos que através de iniciativas individuais conseguem desequilibrar.

O posicionamento de Araz é importante porque consegue desequilibrar as defesas contrárias. Procura o espaço entre linhas para receber e depois virar para a baliza adversária. Consegue arrastar jogadores consigo, abrindo espaço para os extremos aparecerem na sua posição com espaço para decidirem.

A velocidade e a capacidade para decidirem uma jogada, seja por fora ou por dentro, de Fofana e Sahiner, constituem um dos pontos fortes desta equipa comandada por Mustafa Resit Akcay.

Transição Ofensiva

Pela capacidade física de Fofana a equipa consegue criar desequilíbrios aos adversários. Prova disso foi o primeiro golo frente ao Besiktas na Supertaça da Turquia com o extremo esquerdo a ser um dos responsáveis pela vitória.

Quando têm espaço procuram sempre imprimir velocidade ao jogo e partir para cima do adversário.

Organização Defensiva

O Konyaspor não é uma equipa segura e consistente a defender, nomeadamente quando o adversário se instala no seu meio-campo defensivo e joga no último terço do campo. No momento defensivo, os turcos apostam no 1-4-4-2 com os extremos a fecharem junto dos dois médios e a formarem uma linha de quatro médios. Na frente, o segundo avançado e o ponta de lança pressionam os dois centrais.

A equipa não pressiona a primeira fase de construção do adversário e só o começa a fazer quando a bola cai numa das faixas. Fofana é o jogador com maior capacidade neste momento do jogo, condicionando a saída de bola pelo seu flanco.

Os turcos sentem dificuldades quando a equipa contrária consegue jogar no seu meio-campo defensivo. A equipa tende a baixar o bloco e a fechar no corredor central, abrindo espaços nas laterais. A impaciência de recuperarem rapidamente a bola faz com que os defesas pressionem de forma descoordenada, comprometendo a linha defensiva. Os laterais e os centrais procuram as referências individuais e abrem espaços nas suas costas que depois não são devidamente compensados.

Apesar dos extremos apoiarem os laterais no processo defensivo, sentem dificuldades quando os adversários atacam pelos corredores devido ao fraco posicionamento defensivo dos laterais que muitas vezes são arrastados para fora da posição.

Transição Defensiva

Os turcos não oferecem muitos espaços para as transições rápidas o que faz com que privilegiem a segurança defensiva. Sempre que perdem a bola, as linhas baixam e juntem-se de forma a não concederem espaços ao adversário.

A preocupação constante em manter a organização faz com que não seja fácil apanhar o Konyaspor em contra-ataque. No jogo da primeira jornada contra o Marselha, os franceses só conseguiram criar uma situação onde remataram à baliza defendida por Kirintili. Nas outras ocasiões, a falta de critério no passe ou a forte reação dos turcos à perda da posse ditaram o desfecho das jogadas.

Bolas paradas ofensivas

Nos lances de bola parada ofensivos, o Konyaspor coloca cinco homens na grande área. Nos cantos, os dois centrais e a referência ofensiva atacam o primeiro poste, com os dois médios na marca de penalty e um extremo à entrada da grande área.

Nos livres laterais, a mesma estratégia com cinco homens a atacarem a grande área. Os dois centrais e o ponta de lança procuram a zona do primeiro poste. Sahiner é o principal responsável pela marcação das bolas paradas ofensivas.

Bolas paradas defensivas

Momento débil do Konyaspor com muitas hesitações à mistura. Promovem uma defesa mista mas preferencialmente HxH o que faz com que apareçam sempre adversários isolados e em posição para finalizar. No golo da derrota frente ao Marselha, dentro da pequena área, cinco jogadores do conjunto turco marcavam cinco jogadores do clube francês, sendo que um deles fugiu da marcação e cabeceou à vontade no segundo poste.

Nos livres laterais também deixam muito espaço no segundo poste e são passivos a nível de agressividade na marcação, permitindo que o adversário se movimente sem qualquer problema.

Autoria: Francisco Gomes da Silva (ProScout)

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