-- ------ De Zidanes e Pavones para Zidanes e Asensios: a nova fórmula do Real
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De Zidanes e Pavones para Zidanes e Asensios: a fórmula imbatível do Real Madrid

De Zidanes e Pavones para Zidanes e Asensios: a fórmula imbatível do Real Madrid. FONTE: El Bernabeu

De Zidanes e Pavones para Zidanes e Asensios: a fórmula imbatível do Real Madrid.

Foi no início do milénio que o termo “Zidanes e Pavones” se tornou famoso. Era o início da era dos Galácticos misturada com produtos da cantera merengue. O sucesso foi efémero. Mas passados mais de dez anos, a estratégia parece recuperada, com outro sucesso, e com um denominador comum: Zinedine Zidane.

Quando Florentino Perez chegou pela primeira vez ao comando do Real Madrid deu início à conhecida era dos Galácticos, com estrelas como Zidane, Ronaldo “Fenómeno”, Figo, Beckham, etc. Mas Perez quis que a estes se juntassem nomes da cantera e rapidamente surgiu o termo “Zidanes e Pavones”, que acabaria por ter um sucesso efémero, levando a que Francisco Pavón rapidamente caísse no esquecimento.

Mais de dez anos depois, o Real está a atravessar a segunda fase mais dourada da sua história, apenas superada, até ver, pelos títulos europeus consecutivos conquistados na longínqua década de 1950. Vão três Champions em quatro anos e agora até o título espanhol que fugia desde a saída de José Mourinho. E esta nova fase de sucesso acaba por recuperar, em parte, a fórmula do início do milénio, com estrelas mescladas com jovens promessas. É certo que muitas não vêm da cantera, como aconteceu com os “Pavones”, contudo o seu talento é incontestável e o Real parece ter o sucesso garantido para os próximos anos.

Escrevo este texto poucas horas após a vitória categórica do Real Madrid em Camp Nou na primeira mão da Supertaça de Espanha. E uma das estrelas que brilharam foi precisamente o jovem Asensio, que com um golo do outro mundo selou a vitória dos merengues na cidade condal.

“Zidanes e Asensios”

Asensio é o expoente máximo do talento desta nova geração. A geração “Zidanes e Asensios”? Certo é que o agora treinador francês é o único denominador comum entre estas duas realidades. Ao talento do avançado Asensio, que apenas não é titular indiscutível porque pela frente tem a BBC (Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo), juntam-se Carvajal (produto da cantera), Achraf Hakimi (idem), Jesus Vallejo, Varane, Theo Hernandez, Dani Ceballos, Marcos Llorente (também da cantera), Kovacic, Isco (está a um nível que se arrisca rapidamente a entrar no campo do mito, com uns pés que podem almejar a relembrar Zizou), Borja Mayoral (outro da cantera), entre outros, que estão na calha provenientes da equipa B, como Óscar ou Valverde (agora emprestado ao Deportivo). E ainda se deu ao luxo de deixar sair Morata ou Mariano Diaz, que está a brilhar no início de época no Lyon.

Se o presente é brilhante, arriscando-me a dizer que o Real Madrid parece quase imbatível a nível nacional e internacional, o futuro será risonho, mesmo após Cristiano Ronaldo, porque o talento abunda e Florentino Perez parece finalmente ter aprendido que para se construir uma equipa de sonho não é preciso contratar apenas quem vende camisolas, porque uma equipa de futebol é muito mais do que 11 estrelas galáticas.

 

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